sábado, 18 de julho de 2009

A LENDA DA CRIAÇÃO DA MULHER

Conta uma lenda que, no princípio do mundo, quando Deus
decidiu criar a mulher, descobriu que havia esgotado todos os
materiais sólidos no homem.

Diante dessa dificuldade e depois de profunda meditação,
fez o seguinte: tomou a redondenza da Lua, as curvas suaves
das ondas, a terna aderência de uma planta trepadeira, o
trêmulo movimento das folhas, a esbelteza da palmeira, a
cor delicada das flores, o olhar amoroso da corça, a alegria
do raio de sol e as gotas de pranto das nuvens.

Juntou também a inconstância do vento e a fidelidade do
cão, a modéstia do lírio e a vaidade do pavão, a suavidade da
pluma do cisne e a dureza do diamante, a doçura da pomba
e a crueldade do tigre, o ardor do fogo e a frieza da neve.

Com essa mistura de ingredientes tão desiguais, criou a
mulher e deu-a ao homem. Depois de uma semana, o homem
veio e Lhe disse:

- Senhor, a criatura que me destes me faz infeliz: quer toda
a minha atenção, nunca me deixa sozinho, fala sem parar,
chora sem motivo, diverte-se me fazendo sofrer e estou
vindo devolve-la porque não posso viver com ela!

- Está bem, respondeu Deus, e tomou a mulher de volta.

Passou outra semana, o homem voltou e Lhe disse:

- Senhor, estou muito solitário desde que devolvi a
criatura que fizeste para mim. Ela cantava e brincava ao
meu lado, olhava-me com ternura e seu olhar era uma
carícia, ria e seu riso era música, era formosa e suave ao
tato. Devolvei-la, porque não posso viver sem ela!

- Está bem, disse o Criador. E a devolveu ao homem.

Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:

- Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois
de toda esta minha experiência com esta criatura,
cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas
do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo
viver com ela!

O Criador respondeu:

- Mas também não pode viver sem ela. E virou as costas para
o homem e continuou seu trabalho.

O homem desesperado disse:

- Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não
Consigo viver sem ela.

- Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto,
Respondeu então Deus. E explicou:

AMOR é um sentimento a ser aprendido: É tensão e
satisfação. É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não
existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante
do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento
também pertence ao amor.

Há seis requisitos necessários a todo casamento feliz:
Fé e os outros cincos, Confiança. (Elber Hubbard)

Moral da história:

Este é o grande mistério do amor. A sua própria beleza e o
seu próprio fardo. Em todo o esforço que se realiza para o
aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e
o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria. A pessoa terá
sempre que abdicar alguma coisa para possuir ou ganhar
uma outra coisa. Terá que desenbolsar algo para obter um
bem maior e melhor para sua felicidade. É como plantar uma
árvore frente a janela. Ganha sombra, mas perde uma parte
da paisagem. Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada
ao amanhecer. É preciso considerar tudo isto quando nos
dispomos a enfrentar o aprendizado do
AMOR.

Dica!

Usufrua os dias de felicidade junto ao seu amor para ficar forte
o bastante a fim de enfrentar os dias de insatisfação. O fato é que
todos nós somos “Príncipes e Sapos” e Princesas e Pererecas”.
Ou seja, em alguns dias somos divertidos e atraentes; noutros,
somos chatos e ranzizas. O amor é o único ingrediente que nos
permite viver juntos e dar um sentido belo em toda nossa humana
inconstância.

Por Rosana Braga – Escritora, Palestrante e Consultora em
Relacionamentos. Texto retirado do livro “Histórias Para
Viver Feliz”.

P.s: Recomendo a todos, os livros de Rosana Braga.Existem uma coleção,
com esse tema: “Histórias Para Viver Feliz.” (Editora Minuano).

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